23 junho 2010

A visita a casa da inocência

Eis que a porta da inocência foi batida novamente.
Atende o anjo cujo nome já não era dito há tempos.
Como boa anfitriã, serve a visita com alguma coisa para beber
No copo, misturado as antigas, novas lágrimas se misturaram

A visita diz:
Para que me chamaste aqui?
Dor, para que?
Um presente? Uma notícia? Uma facada no resto do coração?
Um coração quase refeito? Desfazer para que?

Não faça trocas. Meu presente para você já foi dado. O perdão!
O passado é passado, e trazê-lo em forma de presente é uma covardia.

Feche a porta assim que eu sair.
Vou-me sabendo que já não sou mais bem recebido na casa da inocência
Inocência nela já não há.

A dor será só mais um pretexto
Para mais uma história
Para mais um nota triste
Será a mão que trancará de vez, a inocência que se foi.
Será mais uma canção esquecido no tempo.

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